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Gabriela Mazzei

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14th May 2008

Por trás do blog rosa

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Meu nome é Gabriela Mazzei, tenho 22 anos, sou carioca e estudo Relações Públicas na UERJ. Trabalho, estagio e namoro, sou praticamente um bombril, de tantas utilidades que me cabem. Quer me ver? Vai ficar querendo. Não posto fotos minhas porque isso aqui não é fotolog, então querendo ver foto de mulher, entra na página da Playboy.
Eu adoro ser mal-criada, adoro dar pseudo-forinhas nas pessoas. Mas é de brincadeira, não fiquem chateados. Quer dizer, quase sempre. Às vezes é de verdade mesmo.
 
Sei lá, eu sou normal. Tento ser engraçada e às vezes eu consigo, às vezes não. Mas eu sou uma boba, sabe? Rio muito sozinha, de coisas que leio, de coisas que lembro. Rio de piada sem-graça, rio antes de contar piada e de coisas que ninguém entende. Mas se eu tivesse que listar meus defeitos que mais me incomodam, eu começaria pelo ciúme. Nossa, eu sou muito ciumenta. Eu tenho ciúme de todo mundo. Todo mundo mesmo. Muito provavelmente eu tenho ciúme de você, que tá lendo. Eu tenho ciúme até do meu blog, gente. Por aí vocês vêem. Mas calma, não sou nenhuma psico. Eu sou uma ciumenta de classe.
Também sou muito preguiçosa no que tange às minhas obrigações. Tenho preguiça de ir pra faculdade assistir determinadas aulas, de malhar, de acordar pro trabalho, de estudar... eu larguei meu curso da UFF porque tinha preguiça de ir pra Niterói todo dia (!!!). Mas olha, sou muito disposta quando estou me divertindo. Se eu gostar de alguma coisa, faço com a maior agilidade do mundo, com uma presteza sem igual.
 
Eu me acho imatura. Assim, madura pra algumas poucas coisas, muito imatura pra outras. Se você pensar bem, ciúme, por exemplo, é sinal de imaturidade, né? Uma pessoa madura e centrada não fica disputando a atenção de ninguém por aí, eu acho.
 
Ao mesmo tempo que eu sou briguenta, eu sou muito permissiva. Às vezes as pessoas me fazem de gato e sapato. E eu lá, achando tudo muito lindo, tudo muito bom. Só que se eu me irritar, chupa que é de uva, nêgo. Não queira me ver estressadinha, não é uma coisa legal.
Também me acho sociável. Assim, quando eu quero. Às vezes eu não quero, não quero ficar dando “oi” a torto e a direito, quero ficar na minha, calada. Mas quando eu tô simpática as coisas fluem bem, graças a Marlon Brando. Também não posso reclamar das minhas amizades. Eu tenho muitos amigos de verdade, muitas pessoas que eu confio plenamente e que estão sempre ao meu lado quando preciso. Nem vou citar nomes, porque se esquecer de alguém neguinho corta meu cabelo.
 
Acho que sou criativa. Eu tenho uma imaginação MUITO fértil. Se eu ganhasse dinheiro por todas as coisas que eu invento, eu tava rica, morando em Beverly Hills e brincando de jogar dinheiro no mar (? É, no mar, pros náufragos, entendeu?).
Também me acho uma boa pessoa. Não sou capaz de fazer mal à ninguém, talvez só num momento de fúria suprema. E outra coisa: me arrependo fácil dos meus julgamentos. Se eu brigo agora, daqui a dois minutos quero fazer as pazes. Libriana, gente, sabe como é.
 
Quando eu comecei esse blog, achei que faria disso aqui um diário. Achei que viria contar minhas coisas, meus dias. Mas depois eu vi que não era essa a minha vontade. Adoro blogs de pessoas que se mostram, que se expõem, mas eu não consigo ser assim, chegar aqui e contar tudo o que me acontece, citar nomes e criar inimigos. Eu sou discreta, por incrível que pareça. E já tive experiências ruins no passado ao contar coisas que envolviam terceiros. Por isso, eu parto do pressuposto que você já tem seus problemas. Você já tem gente chata te cobrando coisas, você já tem decepções e  insatisfações. Por que perderia seu tempo lendo mais a respeito, pergunto eu? Prefiro contar coisas que com o tempo se tornaram engraçadas. Porque só o tempo mesmo pra nos fazer rir das desgraças que nos abatem. Não é?
 

12th May 2008

Prova irrefutável de que eu sou uma gata - nº 13544555454,5555898412

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Adoro comer biscoito maizena molhadinho no leite.



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O que eu posso dizer pra vocês? Meu trabalho da Madonna BOMBOU. Eu e as meninas mandamos super bem, como sempre (quer dizer, como sempre que a gente se esforça. Porque às vezes a gente faz uns trabalhos que dão até vergonha de assinar). Não deu pra dançar, porque não ensaiei a coreografia direito. Eu tava pensando em fazer uma coisa mais free styling, mas a professora disse que não daria tempo, aí acabei levando à toa os pom pons, bambolês, paetês, plumas e confetes pra faculdade. Mó vacilo.

(Vocês andam tão interessados na minha vidinha pacata, não é?? Ai, gente, eu adoro isso! Adoro ser alvo do interesse alheio, sabe? Acho tão coisa de diva... mas enfim, prometo falar mais sobre essa minha existência arrebatadora no próximo post. Ok?).

7th May 2008

Muitas coisas

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Olha só, posso falar?
Minha vida virou um inferno desde que eu resolvi ir à faculdade todos os dias (ou seja, desde segunda. É, passada). Eu tenho 45 milhões 923 mil e 412 trabalhos pra fazer, se eu recebesse remuneração por cada trabalho feito eu tava rica, jogando dinheiro pela janela. É dura a vida de universitária, tá? Mas eu tô feliz, porque já descobri o tema da minha monografia, já estou lendo a respeito e tenho a plena certeza de que sim, bom-ba-rei.

Meu lado diva falou mais alto nesses dias e resolvi fazer um trabalho sobre aquela música da Madonna, Vogue, sabe? A apresentação é amanhã. Tô em dúvida se danço ou não pra turma, quê que cês acham?
De resto eu continuo nessa vida de sempre, esperando ser descoberta pela Broadway, pelo Globo, pela Nasa, enfim, por quem vier primeiro. Também queimei minha língua no Domingo, tomando canja. Tá doendo até agora. Tô falando como se tivesse a língua presa, um charme. 

É isso. Mas precisando eu tô aí, tá?

Beijos da diva-mor.

30th April 2008

Pela inclusão de mais feriados em nosso calendário

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Adoro feriados. Ok, quem não gosta, né? E amanhã tem mais um, pra alegria da galera. Mas gente, nenhum feriado é tão sem noção quanto o do dia de São Jorge (23 de Abril - exclusivo para o Rio). Eu acho um ABSURDO alguns santos terem direito a feriado e outros não, sabia?! Hoje, por exemplo. Você sabia que hoje, 30 de Abril, é dia de São José Bento Catollengo?! Tipo, a pessoa passa a vida na caridade, fazendo o bem, amando o próximo, dando esmola, curando doente, fazendo milagre e o que ganha depois de morrer?! Nada. Nem um feriadozinho. Ingratidão, meu Deus. E outra: me diz como fica a vida de quem é devoto desses santos sem prestígio? O cara deve a vida ao santo, já foi salvo da morte umas 97 vezes, ganhou casa em Iguaba, carro popular, esposa com cárie e um emprego de servente tudo graças ao poder da oração e não pode nem se dar ao luxo de ficar em casa pra agradecer as graças recebidas. Olha, isso precisa mudar, é sério. Somos ou não somos um país católico, afinal?!

25th April 2008

O perfume da bota

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Perto da minha casa tem uma lojinha que vende produtos esotéricos. Velas, incensos, imagens, ervas, pata de coelho, ferradura... aí um dia eu estava passando por lá e vi na porta um vidrinho chamado "Perfume da Bota". Fiquei curiosa com aquilo... gente, o que é o perfume da bota?! Chulé? Então hoje eu tava aqui, sem fazer nada nesse mundo de meu Deus, nessa manhã ensolarada de sexta e resolvi jogar no Google pra ver se descobria que treco é esse. DES-CO-BRI.
Não é perfume da BOTA, é perfume da BÔTA, mulher do bôto, sabe? Dizem que é afrodisíaco. É você passar e pronto, vai te seguir homem, gato, cachorro, passarinho, lesma, lontra, grilo... todos do sexo masculino, claro. Ficou interessada (o)? Achei algum lugares que vendem, como esse aqui. Mas no desespero pode me ligar e me pedir, que eu compro lá na lojinha de macumba perto de casa.

24th April 2008

Tô triste

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Olha, gente, eu ando tão desanimada da minha vida que não tenho a menor vontade de escrever. Seja lá o que for que anda me deixando assim, parece apertar meu peito e quebrar meu coração em milhões de pedacinhos bem pequenos. Preciso de colo, sabe? Nessas horas eu queria ser urso e passar uns 3 meses hibernando. O pior é que ainda nem recebi meu salário, senão até fazia umas comprinhas pra me animar.

Ai... quero mais sentir isso não. Ficar deprimida é chato, né?

Vou ler os blogs de vocês, pra ver se melhoro meu astral.

18th April 2008

O emo & eu

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Ontem eu estava andando na rua, muito na minha, muito pensativa, distraída, com a cabeça lááááá longe. Então eis que surge em meu caminho... um emo. E pode parecer redundância, mas aquele era um emo deveras ridículo. Bem, pra começar o cabelo dele era loiro com as pontas pintadas de preto. Brega. Ele estava todo vestido de preto, da cabeça aos pés. Fúnebre, mas e daí? Adoro um pretinho básico. Usava um cinto ENORME de tachinha, praticamente uma saia. E também usava uma bota que faria inveja à Xuxa, quase no joelho. MAAAAAS, o detalhe mais horripilante de to-dos era, sem dúvida, um CHAVEIRO de DADO, ROSA, de PELÚCIA ENOOOOORME preso na mochila. Eu achei aquilo tão... chocante... que até parei de pensar no que estava me aflingindo e comecei a rir na cara do emo, escandalosamente. Serei uma escrota? Provavelmente. Mas... quem liga?

14th April 2008

Ganhei meu ano

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Eu tava andando na rua (andar faz bem pros glúteos, lembrem-se) e havia um carro saindo de uma garagem. Aí eu parei, pro motorista sair sossegado e não me atropelar. Nisso, um dos caras que estava dando uma de manobrista disse assim pro que tava dirigindo: "ei, pára aí, deixa o avião passar". Eu fiquei bem na minha, parada estava, parada fiquei. Aí o manobrista perguntou: "não vai passar não, princesa?". E eu "oi?! Alô, marte?". E passei, né, sem graaaaaça toda vida. Mas com o ego lá nas alturas, porque eu sou um avião, tá, meu bem?!

11th April 2008

Na aurora da minha vida

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Aconteceu na Raio de Sol, uma boate decadente, falida, chata e cheia de gente feia que eu e minhas amigas íamos vez por outra, quando não havia mais opção. Andávamos em fila indiana, de mãozinhas dadas, porque a confusão era muita e pobre não pode ver um anúncio de “Skol liberada a noite toda” que aparece em bando. Atrás de mim estava Tati Kaiate, amiga linda de viver, apertando minha mão a cada homem gato que cruzava nosso caminho. Como não haviam homens gatos no recinto, ela não apertou a minha mão uma única vez. Uma lástima.
Lá pelos tantas eu soltei a mão dela e fui mexer no cabelo, beliscar alguém, coçar o braço, dar adeuzinho pro DJ, eu não lembro. Só lembro que, sem olhar pra trás, tateei até encontrar a mão de minha amiga. Encontrada a mão, vamo que vamo que a noite é longa e a caipirinha tá barata.
Uns 20 minutos depois, olho pra trás pra dizer alguma coisa e... oi? Quem é você? Um HOMEM tá me segurando. Tati tá atrás dele, se mijando de rir. E o garoto lá, com ar blasé. A gente andou, andou, andou e ele nem pra tomar a iniciativa de se soltar de mim. Ridículo.
Eu, sem-graça, digo “foi mal” e me solto. Tati me segura de novo e diz “tô te chamando há um tempão pra dizer que não era eu, mas você não ouviu e eu desisti, tava engraçadão te ver segurando a mão de um desconhecido”.
¬¬
 
Então tá, né?
 
Saudades dos meus 16 anos.

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Gente, e se rolasse um encontro de blogueiros? Vocês iriam? Onde ficaria mais fácil da gente se encontrar, Rio ou SP (visto que a maioria dos blogueiros são destes dois estados)? Respondam nos comentários, acho que seria uma boa oportunidade da gente se conhecer pessoalmente e vocês verem que eu tenho outros talentos além da escrita (é, eu também lavo um banheiro como ninguém).
 

9th April 2008

Quero mais ser branca não

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Agora pouco eu estava no ônibus (a Ferrari tá no conserto, sabem como é) e entrou uma moça de cabelão escuro e pele bem morena (não, ela não era negra, eu não costumo usar eufemismos pra falar de raça... branco é branco, negro é negro e quem não gostou que me processe). Podem me chamar de despeitada, mas peito eu tenho de sobra e confesso que a achei meio gordinha, meio bunduda demais, sabe? Mas gente, ela foi a sensação do ônibus, todos (eu disse TODOS) os homens quase pularam em cima dela. Aí eu fiquei pensando... olha, não quero mais ser branca. Nem pseudo-loira. Que coisa mais sem-graça, né? Não posso usar preto sem parecer um cadáver. Não posso (e não uso) vermelho sem parecer uma pomba-gira. Esmalte escuro, batom escuro, tudo isso chama a maior atenção. Fora que todo mundo se refere a mim como "aquela branquinha ali". Ah, peraí, olha a discriminação, tá, minha gente?! Eu sou branca mas eu sou legal. E se eu continuar assim, nunca vou ser gostosa nessa vida de meu Deus. Nunca.
Por isso, eu tava pensando: como os meus leitores (lindooooooos!!) poderiam me ajudar? Olha, eu cheguei à duas alternativas. Uma é bem cara, a outra é super acessível. Vocês podiam se juntar e me mandar pra Cancun. Um mês de praia e eu voltaria da cor do pecado, linda, exalando sensualidade latina por todos os poros. Oooouuu, vocês podiam me mandar aqueles cremes auto-bronzeadores da Dove. Se cada um de vocês comprar um pote que seja, em um mês eu tô um bombom e vou ser eleita a nova morena do Tchan (isso ainda existe?). Olha, contribui aí pra minha felicidade, tá? Custa baratinho, eu prometo.

7th April 2008

Os cachorros me amam

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Algumas pessoas atraem malucos, bêbados, gente com problemas mentais. Outras pessoas atraem bichos em geral. Pássaros, lobos, lebres, vacas, caranguejos, ursos panda... mas eu aposto que ninguém atrai cachorros vira-lata como eu.
Ontem eu estava esperando o ônibus que me traria de volta ao Rio, sentadinha num banco da rodoviária nova de Miguel Pereira. Aí me apareceu um vira-lata vindo de Deus sabe onde. Beleza, nem te ligo. Só que ele veio pro meu lado e ficou me olhando. Eu fingindo que não tava vendo, me fazendo de difícil, sabe? E ele olhando. E eu nada. Mas não agüentei, fiz uma festinha naquela cabeça suuuja, mais suja do que os pensamentos pecaminosos de Déb Cardoso. Aí pronto. Quando eu vi, o cachorro tava mordendo a minha calça skinny novinha, brincando de prender meu pé com os dentes, correndo em volta do banco onde eu estava, latindo, pulando em cima de mim com as patas sujas de barro. E eu com vergonha das pessoas ao meu redor, que me olhavam com desaprovação. Se a minha mãe estivesse ali, aposto que ela diria "menina, larga esse cachorro sujo cheio de doença JÁ", mas ela não estava e eu continuei brincando com o vira-latinha. Aí eu fiquei pensando: gente, eu não sou uma pessoa fresca. Não mesmo. Bem, pelo menos não quando o assunto é bicho. Porque olha, como eu já contei, eu tenho 8 cachorros na casa de mi papá. Então se cada vez que um deles tossir a gente tiver que chamar o veterinário, tipo assim, falência, né? Então eu acabei aprendendo a fazer várias coisas que dão nojinho: catar carrapato, limpar orelha, espremer berne, cuidar de bicheira, dar banho... tem que ser macho, tá? Não é qualquer um que encara não. É por essas e outras que eu vou morrer dizendo: vote em mim. Pra quê? Isso é o de menos. Tudo o que você precisa saber é que eu sou competente. O resto, deixa comigo.

4th April 2008

Parô a palhaçada

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Olha, eu descobri uma coisa: não tenho vocação pra escrever coisas sérias. Gente, depois que eu reli o meu post anterior eu fiquei me sentindo num desses livros bregas do Paulo Coelho, tipo "Veronika decide morrer", sabe? Então vamos fazer assim: acha que eu sou uma mentirosa patológica compulsiva?! ÓTIMO, mais um motivo pra eu ir pra Globo!!!!!

Bem, no outro dia eu tava na aula e me deu uma saudaaaaade dos tempos de colégio, sabe? Aí eu entrei numa de reviver aqueles "cadernos de pergunta". Vocês lembram disso?! Você gastava dinheiro comprando um caderno, enchia ele de perguntas idiotas e pedia pros seus amigos irem respondendo. Quanto mais popular você era, mais gente queria o seu caderno. Era lindo, eu adorava fazer perguntas sem noção. POR ISSO, vou fazer o Caderno Online de Perguntas da Gabi. Dez perguntinhas pra te conhecer melhor, espiar no fundo mais fundo de sua linda alma multi-colorida. Tá? Tá pronto?!

1- Oi!

2- Seu nome?

3- Você acredita em duendes?

4- O que você faria se descobrisse que é adotado e seu pai verdadeiro é, na verdade, o filho do irmão do tio do vizinho do cachorro do padeiro que trabalha na mesma rua em que o Sidney Magal corre todas as manhãs?

5- Você já foi no Hopi Hari?! É longe? Me chama da próxima vez em que você for?!

6- Vamos numa boate gay um dia desses?

7- Me dá um pônei de presente?

8- Sabia que eu já fui na Disney?

9 - De Paris?!

10- Foi maneiro. Quer dizer, depois de andar num dos brinquedos eu fiquei com medo de lugares escuros e fechados em geral, mas valeu à pena. Ah, sim, pra terminar: me deixa um recadinho?

1st April 2008

Denying the proof

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Há um antigo ditado romano que diz "à mulher de César não basta ser honesta, ela tem de parecer honesta". Por algum motivo que ignoro, eu sou honesta mas acho que não pareço. E antes que o caro leitor ache que tem gente ao meu redor que desconfia que eu assalto bancos, não, eu não falo de dinheiro. Falo de coisas imensuráveis, como caráter e integridade. Coisas que quem tem pena pra guardar intacto no fundo da alma, porque as tentações existem, mas somos melhores, maiores, mais fortes do que elas. É claro que dói ouvir o contrário, porque parece invalidar cada pequeno esforço seu para se manter de acordo com a sua natureza. Mas o que me consola é saber que, mesmo que há quem não acredite, nossas consciências são puras, claras, limpas, tal qual as nossas almas.

28th March 2008

"Vendo minha pele"

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Uma vez, há muitos e muitos anos atrás (ok, 6 anos, deixa eu parar de mentir), eu estava andando de ônibus pela Lapa com minha amiga Chris. Não lembro de onde voltávamos, mas eu sei que a gente tinha ido em algum lugar obscuro... ou num shopping matar aula (mãe, você não leu isso, beijos), ou num shopping comprar ingresso pra algum show, ou num shopping comer no Mac Donald´s... um treco assim. Eu sei que lá pelas tantas eu vi um cartaz colado num poste dizendo "Vendo minha pele" e um número de telefone.

Eu poderia dizer agora: "gente, eu liguei, me fizeram aaaaltas propostas estranhas, disseram que minha pele branquinha vale ouro no mercado negro e que a cada 5 kg de pele vendido eu levaria inteiramente grátis um baço semi-novo", mas eu estaria mentido. Eu cheguei a pegar o celular pra anotar aquele número estranho, mas minha amiga me colocou o maior terror. Ela perguntou: "e se essa gente for da máfia? E se você ligar e gravarem seu número e passarem a te seguir e um dia te seqüestrarem, te roubarem toda a pele e depois queimarem seu corpo e o jogarem num rio poluído?!". Então eu pensei melhor e ponderei: "é, eu tenho o maior medo de rios poluídos" (!!!! ahahahahaha, que ridícula).

Não liguei. Nunca descobri do que se tratava. Algum tempinho depois eu passei de ônibus no mesmo lugar e os cartazes não estavam mais lá. Aí eu procurei no Google e só mencionam um fime chamado "Vendo caro minha pele". Eu não sei se usam pele humana pra estudo, pra macumba, pra rituais de magia negra ou pra portfólio de tatuadores. Eu só sei que essa é uma curiosidade que andará pra sempre comigo. Pra sempre. 

26th March 2008

Fiz um seloooooo

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Tuntz tuntz tuntz!

Eu sempre achei LINDO esse negócio de selo entre blogueiros. Gente, que coisa mais fofa, gentil e meiga você receber um selinho de um blog querido, não é mesmo? Mas eu me sentia meio excluída desse seleto grupo de "selados", porque como já disse antes, eu não sei colar aqui no meu template os selinhos que ganho. E, modéstia à parte, já ganhei um monte (lero leroooooo). Por isso, para tentar retribuir o carinho de meus blogueiros e blogueiras preferidos, eu criei dois selos: "Sou uma diva!" para as meninas, "Sou um lorde" para os meninos.

Ofereço o selo "Sou uma diva!" à todas as blogueiras que são lindas, corajosas, engraçadas, inteligentes e admiráveis. Meninas-mulheres que leio sempre e que já fazem parte da minha vida, que quando somem me deixam preocupada e me sentindo um pouco só. Obrigada, meus amores, pelo carinho e amizade, que eu sei que não são nada virtuais.




E as minhas indicadas são:

Naná


Carol


Cyndy Aykfort



Garota Enxaqueca



Amanda Bia



Mila Maria 



Déb (que não atualiza, mas eu sou persistente)



Adalgisa White



Tine




Patroa


os mininu vão ganhar o selinho leeeeendo de viver "Eu sou um lorde", porque são sensíveis, são fofos, são inteligentes, não são machistas, são educados, são solícitos e nunca deram em cima de mim só porque eu sou linda e celebrity (¬¬).




E meus indicados são:


Chawca



Bruno (que infelizmente anda meio sumido)



Rafa



Broto



Jul!io




Mike




Marlblue




Piuzinhu




Rogerin




Leonardo


Ai, gente, eu adorei ter feito esses selinhos, agora eu vou sair por aí dando selo a torto e a direito.
Por favor, passem-nos adiante e vamos espalhar um pouco de charme, beleza e glamour por essa blogsfera.

24th March 2008

Divas modernas

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Ok, você não pode ter um mordomo inglês. Você é doméstica, camelô, cambista em dia de Fla X Flu no Maracanã, tem três filhos pra criar, um ex-marido que bebe cachaça no café-da-manhã e varizes nas duas pernas. Mas será que esses pequenos detalhes poderão te impossibilitar de ser uma diva?!
Não mais, querida serviçal.
Você sabe, vivemos tempos muito modernos. Hoje em dia nós mulheres temos que nos dividir em várias jornadas, temos que ser mães exemplares, esposas maravilhosas, profissionais bem-sucedidas e donas-de-casa prendadas. Portanto, cara empregada, veja pelo lado bom: prendada você já é! E se tem um ex-marido, menos um inconveniente! Agora só falta ser bem-sucedida no emprego, não é verdade?
Mas enquanto esse dia não chega, não se sinta diminuída pelos seus trabalhos braçais. Nada como lavar um banheiro para acalmar uma diva chiliquenta, querida. Eu mesma, quando estou muuuuito estressada com os paparazzi, me jogo nas tarefas domésticas e lavo o banheiro, a cozinha, os cinco quartos de hóspede, a varanda, o quintal, o jardim, a garagem, minhas três Ferraris e os cachorros do vizinho. Por isso, cara amiga assalariada, eu acho que você não deve ter vergonha de assumir que faz quentinha pra fora SIM, E DAÍ?! 
Quem precisa de aula de spinning, quando se tem que correr escada acima atrás de três crianças e um filhote de vira-lata?! Quem precisa de bronzeamento artificial, quando se tem 50 kg de roupa pra passar num calor de 40º graus?!
Pense nisso e liberte-se.

21st March 2008

Homens ¬¬

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Um dia eu estava assistindo "Altas Horas" com um amigo e o Serginho Groisman (gente, muda esse apelido, o cara tá quase na casa dos 90 e vai continuar pra sempre sendo chamado de "Serginho"?!) estava entrevistando a Flávia Alessandra, a Guilhermina Guinle, a Mel Lisboa e a Marjorie Estiano.
Aí meu amigo virou pra mim e comentou:
-"Cara, só tem mulé gostosa nesse programa de hoje'.

Eu olhei pra cara dele e disse "oi?!".

Porque gente, seletividade, né?!

Flávia Alessandra tudo bem...





Mel Lisboa ainda vá lá...



Mas... Guilhermina Guinle?!



MARJORIE ESTIANO?!



Gostosas aonde, meu Deus?

Tem homem que vê a Hebe na TV e diz "delícia!", já reparou?



Pára com isso, minha gente, tenhamos mais noção, sim?

17th March 2008

Coisas que me fazem feliz

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1) Passar trotes

Eu sempre gostei de passar trotes. Eu me lembro de ter uns 6 ou 7 anos e ficar ligando pra polícia da casa do meu pai, só pra ter o prazer de ouvir alguém atender e desligar o telefone (uuuuuuhhhh! assustador...). Os anos se passaram e eu fui ficando melhor nisso. E olha, acho que hoje sou a única pessoa do MUNDO que dá trela pra trote. É sério. Claro, isso se você não me zoar ou xingar minha mãe. Mas de resto, eu sempre puxo papo com quem liga pra me sacanear.
Pois bem. Quarta eu tava no Meebo e uma amiga minha, a Jupiara*, ficou online. Ela começou a me contar que estava triste e preocupada, desconfiando do namorado. Eu perguntei o porquê. Aí ela disse que um dia, fuxicando analisando o celular dele, descobriu um número desconhecido e apenas uma letra que o identificava, "D". Jupi tinha certeza ABSOLUTA de que aquilo era número de mulher, que ele gravou na memória com um códigozinho pra ela não desconfiar caso visse. 
Dei toda a razão, claro. Porque gente, hômiéumaraçaquenunvalenada,nemumpesochileno. E fiz mais: me ofereci pra ligar pra vadia e descobrir quem era ela (afinal meu telefone aparece como "privado" nos identificadores da vida). Jupi aceitou, claro, era exatamente isso que ela queria fazer. Mas como eu conseguiria tal informação?

Sabe, acho que se duas mulheres se juntassem pra descobrir a cura da Aids, a solução pros conflitos no Oriente Médio ou a verdade sobre o mistério do Santo Sudário, é provável que nada de útil aconteça. Mas serão hoooras de teorias estranhas, soluções bizarras e conjecturas sem noção. Ficamos tentando criar maneiras de interpelar a piranha sem que ela desconfiasse de nada e de modo que ela nos desse seu nome, sobrenome, estado civil, endereço e CPF. Aí chegamos nisso:
Eu, Gabriela Döellinger Mazzei, 22 anos, solteira porém comprometida (Léo, te amo, beijos), estudante de Relações Públicas, brasileira e em dia com as minhas obrigações eleitorais, ligaria pra vaca dizendo que era uma recrutadora de RH. Diria que eu estava fazendo um processo seletivo de alguma empresa aí e que tinha o número de celular dela nos meus cadastros (que chique, gente, sempre quis falar isso, "nos meus cadastros"...) e ia perguntar nome, se tava empregada, onde morava, essas coisas. Olha, talvez ela desligasse na minha cara, me mandasse à merda, sei lá. Mas como isso aqui é Brasil e o negócio tá punk pra todo mundo, du-vi-do que ela não me desse atenção.

Beleza, historinha pronta, manda o número aê, pra eu descobrir quem é essa galinha e enchê-la de bolacha no futuro (violenta, né? Té parece). Liguei de manhã, umas 09:30hs. Nada, caixa-postal. Além de safada é vagabunda... vai trabalhar não, minha filha?! Liguei de novo, mais tarde. Mesma coisa. Liguei do orelhão. Idem. Passei o dia ligando de todos os telefones que não dessem na vista, a p*** do celular da mulher só na caixa-postal.
No dia seguinte entro no Meebo e Jupi tá em cólicas. "Até pedi pra uma outra amiga nossa telefonar, a Lindiara. Mas ela disse a mesma coisa, caixa-postal o dia inteiro". Nervos à flor da pele, digo "fica assim não, vou ficar tentando até essa infeliz atender". E foi isso que eu fiz mesmo.

Lá pelas tantas, não agüentando mais ouvir aquela mensagem chata de 'sua chamada...", uma pessoa atende o telefone. Um homem. "Alô", ele diz. E eu, esperando uma voz de mulher dada, fico muda. Ele diz "alô" de novo, meio impaciente. Eu gaguejo e pergunto, sem nenhuma convicção do que dizer e as idéias a mil (geeeente, será que é marido dela?! Será que eu conto que essa vadia dá mole pra homem comprometido?! Jesus, e agoraaaaaa?!?!?!) pergunto "qu-que-quem tá falando?". Ele, certamente encantado com minha linda voz, responde mais calmo "Jaílson". Eu, decepcionada "Jaílson da onde?". Ele, me achando uma fofoqueira "Você quer falar com quem?!". Eu, meio abestada "Com... é... não, é que esse número me ligou agorinha, queria saber quem era". Ele "olha, eu acabei de ligar o celular e não telefonei pra ninguém não, tá?". Eu "ah, tá, brigada" e desliguei, désolé.

Mais tarde Jupi está online de novo. Já chego armando barraco:
- "Doente. Liguei e um HOMEM atendeu. Jaílson. Teu namorado tá virando gay, minha filha?"
Jupi manda risadas, risinhos, gargalhadas, rsrsrsrsrsrsrsrsrs, kkkkkkkkkkkk, ahahahahahahaha, HAUHAHAUHAAUHAAUAUAUAHAUAAHAUAAHA. Quando responde me diz:
-"Menina, descobri que esse celular é do sobrinho dele... liguei daqui de casa e depois ele retornou, perguntou porquê eu liguei e fiquei com cara de tacho... ".
- "Ah, tá... AGORA que você me conta isso?!".

****


O que a gente não faz por uma amiga psicótica, né?


Jupi, só um recadinho procê: NINGUÉM TE MERECE, beijos.





* Nomes alterados para preservar a identidade dos envolvidos e, de quebra, sacaneá-los um pouco, porque eu adoro fazer essas coisas.

14th March 2008

Ninguém merece

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Acho que você já deve ter ouvido falar do Rio Vagas, um grupo do Yahoo onde gente do Brasil todo divulga vagas de emprego. Pois bem, eu faço parte desse grupo e de uns tempos pra cá tá rolando um barraco básico entre candidatos versus recrutadores de RH. Tô adorando e acompanhando super interessada, até porque concordo com muitas das reclamações das pessoas que procuram emprego. Por exemplo: dia desses eu tava lá, lendo as vagas pra área de Comunicação, quando me deparo com uma em que tipo, você tinha que ser a versão feminina do Jack Bauer. Até noção de gastronomia o raio da vaga pedia. Agora me diz, eu vou ter que cozinhar pra galera, é isso?! Tomo mundo lá no escritório, chego eu, de aventalzinho e frigideira na mão, oferecendo ovo pra rapaziada.
Ah, faça-me o favor.
No outro dia também tinha uma vaga muito suspeita. Você ia lá pro Oriente Médio e só podia ser mulher. Só Deus sabe pra fazer o quê, né? Não dizia o cargo, não dizia nada. E você tinha que mandar curriculum com foto. Cara, alguém avisa pra essa gente que tráfico de mulheres é crime?!
Prometo pra vocês: quando eu for Ministra do Trabalho, tudo isso vai mudar.
Votem em mim, beijos.

11th March 2008

Eu disse!!!

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Bem que eu falei que a minha família era internacionalmente conhecida, mas não, ninguém acreditou. Ficou todo mundo dizendo que Mazzei era nome de mafioso ou de italiano pobre. Ah, é?!







Peguei emprestado do meu querido primo Victor aqui.
Se alguém tiver interesse em adquirir o vinho da família é só falar comigo. Mês que vem vou ao nosso castelo e trago umas garrafas de lá. Cobro baratinho, tá? Agora deixa eu ir, gente, tenho negócios a administrar. 
(Obrigada pela dica, Tineeeeeee!!!!).
 
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